Encenação do gestus social: personas, personagens e corpus em vidas

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Essa pesquisa é particularmente original. O autor cria conceitos que habitualmente não se encontram, se ignoram ou se opõem: a lição de J. Grotowski que formulou a noção de Performer e a lição do candomblé, no qual é orientada pela noção de asè, que é a força vital. Huapaya procede a uma confrontação entre os modelos artísticos (Brecht, Artaud, Stanislavski) e os modelos antropológicos (Bastide, Verger, Rouget, Duvignaud, Bensa), Ele repensa sua antropologia na luz de sua dupla experiência no GTEC (do qual ele é um dos fundadores) e no Candomblé com suas encenações.

Essa análise (encenação do gestus social) é extremamente estimulante para as relações entre espetáculo teatral, rito e construção social da performance. Construir e reconstruir faz parte das atividades do GTEC dirigido por Huapaya, como a palavra capixaba, uma fonte de água.

A análise dinâmica entre os rituais e os espetáculos teatrais (performance) encontra novos caminhos como o conceito de subjetividade nas práticas performativas. É a primeira vez que vejo um estudo engajado no qual o autor- performer abre uma pista e faz uma contribuição de

grande vigilância crítica de forma performativa. Esse livro constitui particularmente uma pesquisa original e fecunda para o domínio da antropologia teatral e da performance.

François LAPLANTINE
Professor emérito da Universidade de Lyon 2, França