Outras tramas - Dramaturgias escritas por e para mulheres

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Quase não há aqui personagens masculinas, e as que existem estão em segundo plano. A mulher mãe aparece nos textos de Adriana Coutinho Ramos, Barbara Depiantti, Isabella Mariano e Lilian Menenguci, apresentando faces diversas sobre a relação mãe e filha: a mulher que sofre abusos e resiste, a que reproduz a violência sofrida como uma herança, a que questiona a imposição patriarcal do desejo de ser mãe, a trindade leve e revolucionária entre avó, mãe e filha.

A mulher mãe aparece nos textos de Adriana Coutinho Ramos, Barbara Depiantti, Isabella Mariano e Lilian Menenguci apresenta faces diversas sobre a relação mãe e filha: a mulher que sofre abusos e resiste, a que reproduz a violência sofrida como uma herança, a que questiona a imposição patriarcal do desejo de ser mãe, a trindade leve e revolucionária entre avó, mãe e filha.

Há ainda as centenas de vozes que ecoam dentro de cada mulher, vozes que sustentam e derrubam. Vozes que trazem a palavra de coragem ou a de destruição, vozes do passado que ecoam no presente, como nos textos de Daiane Eilert e Maria Zeni Bannitz.

No encontro com a morte, Isabela Ariane Bujato, Paloma Paz e Soraya Reginato da Vitória trazem memórias e confrontos com entes queridos em histórias que falam de amores e amizades, laços que transcendem o plano da suposta realidade.

Érica Carneiro não nos deixa esquecer que estamos no estado que está entre os que mais matam mulheres no Brasil, e estampa na parede a violência do machismo nosso de cada dia. O abandono também é um tipo de violência. Mariana Alves apresenta-nos uma menina que mesmo dentro de um seio familiar é desamparada pelos pais. Uma criança que tem a sua imaginação como seu único refúgio.

Jaiara Dias espelha no axé a mulher que vê em seu reflexo toda a força e beleza de sua ancestralidade negra. E se como disse, esse livro é um acerto de contas com a história da dramaturgia feminina, Tamyres Batista Costa nos lembra que a mulher negra tem sempre uma batalha a mais pra combater e acerta as contas com a literatura branca e consagrada de Clarice Lispector. Traz como protagonista, a empregada doméstica Janair, personagem invisibilizada no texto “A paixão segundo G.H”.

Manni questiona a alienação do trabalho em uma linha de produção em que mulheres de diferentes idades e realidades conversam cotidianidades em diálogos rápidos, ríspidos e divertidos. Sem deixar de lado a crítica social.

Stela Raye rasga o Chronos, esse ser masculino que nos atropela, e fala de uma mulher que tem uma relação respeitosa, contemplativa e verdadeira com seu próprio tempo, com muita respiração e leveza.

Este livro foi escrito por muitas mãos, não só por trazer quinze dramaturgias criadas por pessoas tão singulares, mas pela forma como foi gestado. Em círculo, comungando experiências, afetos, dores e histórias femininas. É um livro que fala de mulheres para mulheres.


Nieve Matos -  Organizadora